Uma das vitórias mais emocionantes da Fórmula 1 brasileira

Foi em 30 de julho do ano 2000.

Nosso país carente de vitórias na categoria há quase uma década esperava ansiosamente a cada GP por uma feliz notícia. As primeiras corridas da temporada não foram favoráveis ao segundo piloto da Ferrari e naquele fim de semana mais uma vez a decepção tomava conta da torcida que viu seu melhor representante largar em uma pífia 18ª colocação por causa de problemas mecânicos na sua Ferrari (mais uma vez).

Rubens Barrichello carregou por muitos anos o fardo de ser um piloto ruim, mas essa não era a verdade dos fatos. A questão é que a morte prematura de um vitorioso e irretocável Senna deixou órfãos os fãs da velocidade no Brasil e toda a cobrança caiu em cima de Rubinho que nunca foi Senna, sempre foi Barrichello. Some a isso a sua aposta de 3 anos na equipe Stewart, que nos dois primeiros sempre quebrou o seu fraco motor Ford. Eis aí as explicações para a fama ruim de um piloto humilde, mas que sempre figurou entre os grandes.

Pois bem, retornando à corrida em si, aquele GP da Alemanha será para sempre inesquecível para os verdadeiros admiradores de uma boa corrida. O bom e velho Rubens partiu do fundo do grid e mostrou naquele domingo um show de pilotagem como poucas vezes se viu. Tudo bem que uma colisão do alemão Michael Schumacher com uma Benetton logo na largada favoreceria o brasileiro, mas isso não tira o brilho da prova. Rubens ultrapassou diversos pilotos na pista, brigou, usou e abusou das zebras e foi pra cima de todo mundo.

No meio da corrida um homem sensacionalista (que sequer merece créditos pelo perigo a que expôs a própria integridade e a dos pilotos) invadiu a pista e provocou a entrada de um safety car, o que obviamente também ajudou reduzindo a diferença do bloco intermediário para os líderes da prova. Era o dia de Rubinho, mas qual o grande piloto que nunca teve seu dia de sorte?
Sem título

Sem mais delongas, o verdadeiro espetáculo ficou para o final da prova, quando a chuva desceu sobre a maior parte da pista de Hockenheim, obrigando todos os pilotos a fazer a troca dos pneus lisos para os pneus de chuva. Todos exceto Rubens, que segundo ele mesmo deveria optar por se arriscar debaixo d’água e vencer a prova ou fazer a sua troca e sequer pontuar.

Foi então que o mundo finalmente conheceu o talento de Barrichello, que sob todas as condições desfavoráveis arrepiou na pista molhada não dando chance para as poderosas McLarens de Mika Hakkinen e David Coulthard que aceleraram fundo (mas sem sucesso) na tentativa de vencê-lo no asfalto.Rubens-Barrichello---Ferrari-F1-2000---2000---German-GPbarrichello_ale2000_3_blog

Fora este GP da Alemanha, Barrichello ainda venceria mais 10 corridas na carreira, e lutaria pelo título de 2009 defendendo a equipe Brown GP.

Este artigo fica em homenagem a um dos nomes mais injustiçados do esporte brasileiro, que foi vítima de formadores de opinião que não respeitaram o seu verdadeiro talento e criaram uma imagem que não faz jus ao que ele demonstrou nas pistas, pois nem só de títulos se faz um grande piloto.

Assista ao vídeo abaixo narrado por Galvão Bueno (o vendedor de emoções) e atente para a festa que a torcida alemã fez para ele em Hockenheim, e também para o momento mágico da chegada, onde mecânicos de todas as equipes foram ao alambrado para saudar o feito histórico do brasileiro… Enjoy!

Imagens: Reprodução / Internet

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2 comentários sobre “Uma das vitórias mais emocionantes da Fórmula 1 brasileira

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